Monday, May 07, 2012

Dois mil passos de cavalo...

E eis que, em menos de nada, nada menos que dois mil passos de cavalo, dois mil em conjuntos de trote, troteados e galopados mil... Até breve, em breve seremos três mil!

Saturday, March 10, 2012

Let's get...

E eis que chega um sabor diferente com o ar... Um sabor de travo familiar, seco e aromatizado. Algo que remete logo para algo, algo bom e esperado.
A vida tem destas coisas, ora boas, ora menos boas. Digamos que, de uma forma muito simplista, as menos boas são inesperadas e, talvez por isso, uma valente treta. As boas, tanto poderão ser inesperadas, o que lhe dá aquele toque único, ou esperadas. Aguardadas. Ansiadas.
E de ânsias se vivem algumas vidas e se enchem alguns peitos.
Neste momento, tudo o que existe está a ser completamente abafado por algo que chegou do exterior. Mas que vem de dentro. Uma sensação boa e gostosa, que se alonga no acorde e se prolonga no olhar. E é tão bom abrir os olhos e ver que tudo isso nos invadiu e está lá fora à nossa espera. À espera de mim, mudado e desperto para as novas cores e sabores. Venha de lá esse calor, venham de lá esses cheiros diferentes.
Que de mares e marés também se enche o coração de muita gente.

Tuesday, February 14, 2012

Insurmountable destiny

A oito palmos de distância de um objectivo fica um gosto a saudade na boca, um sorriso num olhar curtido pelo Sol, uma resenha de amor à flor da pele e um par de lábios acompanhadas por aquele toque de sempre... Mil toques em mim, mil "eu"s em toques...
"What is there to know? / All this is what it is / You and me alone / Sheer simplicity" 

Monday, February 13, 2012

waking life...

dormimos quando está tudo bem e esse é o nosso problema:

dormir quando tudo está bem, porque só assim conseguimos adormecer...

Monday, January 30, 2012

Um qualquer sentido de espírito...

Sabes... descobri agora que os meus olhos ainda conseguem ver muito. E que, por mais que eu achasse que a minha vista estava cansada, eu sei que conseguirei ver ainda muito mais...
Sabes... descobri  agora que a idade de uma pessoa é, no fundo, a idade daquilo que os seus olhos viram... De todas as dores que sentiu, de todo o Sol que passou por entre as suas pestanas... quente, decapante...
Sabes... descobri agora que perdi. E que, por mais que eu tenha visto tanta coisa, nunca mais irei conseguir ver tudo. Porque há tanto que ( já ) não percebi, que não mais o resto irei conseguir perceber.
Mas sabes que mais Avô? Afinal de contas, tinhas razão. Porque o ver não é ter. Não é reter. Não é entender. O ver é, mais que tudo, sem olhos, ser. Sem olhos, poder. E com os olhos, merecer.
Sabes que mais? Eu fui tudo isso. E morrerei, a sê-lo.

Um Verão diferente...

O Verão invade-me a retina... Quanta dor, numa memória forçada.
Dor de cabeça, imagens de Verão, aromas e música...
O corpo treme num delírio febril, jogado ao ardor de um frio nórdico que a mente projecta e o cérebro sente na pele... como sua... Sei ter feito parte de tudo isto... Só não sei quando...

Monday, January 09, 2012

Pensamento do dia...

As lojas de compra e venda de ouro são os multibancos de ciganos...

Thursday, January 05, 2012

Tom(ê)to, tom(á)to....

Passamos uma longa vida a pôr-nos doentes e uma curta morte a pôr-nos saudáveis...

O Novo e o Velho

A percepção das coisas faz-nos pesados e mata-nos a juventude.

Afinal, alguém tinha razão.

Não. As pessoas não mudam.
Quanto muito, cansam-se...

Monday, October 24, 2011

Got viTIMEne C?

O tempo é um pouco como uma peça de fruta: quando até nos está a saber bem, falta sempre mais um bocadinho. Quando temos que sobre, fica sempre a apodrecer na prateleira...
Devíamos começar a congelar o tempo, como fazem nos supermercados hoje em dia...

Monday, September 19, 2011

O dia em que o padeiro fechou.

Escuro. Apenas um vazio escuro. Era tudo quanto conseguia ver, por entre os grãos de poeira ensolarados da montra. Prateleiras vazias de pão, mas, como sempre, cheias da característica neve trigueira. Os sacos brancos, de uma alvura desconhecida deste tempo presente, a adornar os agora enormes cestos de viga.
Um cheiro a lembrança ainda paira no ar cá fora. Mas nada mais lembra a pão lá dentro. Aquela magia que alimenta, aqueles sabores que salvam almas perdidas em náufrago. Aquelas memórias de um ouro macio a derreter lentamente, como um fim de dia sobre uma estrada paciente....
Tudo isto desaparece lentamente. Pedaço a pedaço. Mas sem aquela insubstituível névoa que emerge a ferver quando abria a minha alma a um acto social tão sagrado e familiar, como o que tantas vezes me fez acordar a hora inumanas, a seguir em directas só com objectivo, a partilhar ideias, emoções, segredos...
"Terá acontecido algo?" Sem resposta, tento mais uma vez. Numa teimosia saudável, tão humana, tão minha. Sem sucesso. De relance, tento enganar a sombra com um soslaio mais rápido que a velocidade da cusquice, mas nada, novamente.
A manhã perde a alegria com esta constatação. O pequeno-almoço perde dimensão. O dia perde luz. Bom, não é que perca a luminosidade, como parece acontecer em certas cidades onde as paredes absorvem a luz e transformam-na em sombra. Não. É mais como se a própria luz perdesse a sua alegria, as suas cores. A sua dimensão, torna-se mais "achatada". Mas sem se perder de si própria. Só de mim. Um pouquinho. Só...
O regresso, agora menos marcado por aquela ânsia tão deliciosa e matinal, faz-se sem sobressaltos. Um pouco mais contemplativo. Não sei bem explicar porquê. "Faz-se", por assim dizer.
E, num momento indistinto, tudo parece ter mudado no mundo. E o mundo parece ter decidido mudar sem nós.
Foi assim que me senti, nesse dia.
No dia em que o padeiro fechou.

Friday, September 16, 2011

Estrada de fogo

E hoje, uma vez mais, dei por mim a descer essa estrada de fogo. Sentindo o toque metálico como se fosse descalço ... Quente. Pegajoso. Doloroso. Viciante. Agora faz parte de mim. Ou antes - penso - farei eu parte "dele". Ele? Entranha-se em mim, gera-se um desapego, uma completa abnegação do "eu" e entrego-me a um reflexo. A uma miragem etérea, vinda bem do fundo das minhas lembranças, existência incerta, gerada no ar aquecido pelos tempos... Desertos, oásis sem fim...
O gotejar do meu suor acorda-me. Desperta-me deste marasmo delicioso, onde tantas vezes me deixo ir. A descer uma estrada de fogo. Onde sinto o seu suave toque metálico que queima e faz parte de mim.

Sexopolis

Olhando para a cidade, deste ponto mais elevado, consegui perceber os seus tons dourados, de semelhança gémea às lembranças outonais... Da estrada elevava-se um som, um rumor... Daquele tipo que desperta sentimentos, que levam a outros sentimentos e lembranças de um sexo animal... O rubor começa a fervilhar, ao de leve na minha pele. E esta agora já não é minha. É uma pele, outra que não a que tenho. É minha, mas não só.... É uma estrada, daquelas que nos conduz a sonhos, memórias... Num serpentear que me faz embala, entorpece, mas faz vibrar... Num êngodo de curva, num manejo de corpos. O corpo curvado ao desejo dos tempos... Escuta... http://youtu.be/a93_5AXZx18 Ele não pára por aqui.... Eleva-se. E volta a descer... Até nós. De novo. A nós o que é de todos. A todos o que sinto agora... E o que sinto é o meu corpo a retorcer-se. A minha mandinga vem ao de cima, o meu rebolejo anseia por se libertar... Deliro numa visão de fogo, suo um calor que vem de sempre, de dentro... Penso se não o terei herdado de uma fogosa noite, perdida lá longe no éter de uma celebração bem libertina. Pergunto-me se não será reflexo de um fulgor de sexo, que desce geneticamente nas longas e sinuosas escadas de uma muito particular construção geneticamente assombroso, ao bom estilo de Gaudi ou de uma tão fornicada Guernica. Lembranças de guerra... guerras de suor, de sangue... e muita, mas muita degustação corporal... Que sentimento de posse! Que vingança mais gulosa, com tão doce-azedo travo a vergonha... Mil línguas, num lânguido e manipuloso sibilar de curvas... de altos... de baixos... tanto por fora... e bem, bem dentro...... Mil suores, mil fluídos, mil engolidos, mil.... Que cor. Que vibrar. O reflexo do suor. O teu olhar.

É uma estrada. Uma estrada com um rumor que emerge. Um rumor que é dourado, vermelho, que é sangue. E que faz lembrar... http://youtu.be/rg3IY2A_f70 O Outono chegou.

Tuesday, September 06, 2011

Prenuncio de chuva...

Antes, ainda se viam pessoas conhecidas nos carros ao lado do nosso. Rostos familiares, vagamente encontrados em memórias espontâneas, perdidos no tempo e encontrados ali mesmo, ao lado. Mesmo não conhecendo as pessoas de lado algum, elas pareciam pertencer aquele sítio. Faziam sentido ali. Pareciam ser parte daquele momento, instante, espaço.

Hoje em dia, parece que as pessoas são estranhas. Parece que há um país imenso que se cruza em todas as estradas, a qualquer hora do dia, em que o meu lugar de sempre me parece agora tão estranho. Talvez nunca antes tenha olhado para os outros ao meu lado com olhos de ver. Talvez o dia de hoje, sem luz intensa, sem delírios visuais, me tenha deixado ver. Talvez a hora fosse outra, não sei...

Talvez hoje não tivesse aquela (falsa?) sensação de segurança que me cobria e protegia. E que me possibilitava, mesmo sem olhar, ver - ou achar que via - quem estava ao meu lado e sabê-lo instantaneamente, que eram pessoas que faziam parte daquele cenário e que, portanto, não despoletavam alertas no meu organismo tranquilo. Pertenciam ali e ali deveriam estar. Tão simples quanto isso.

Mas quando sem esperar, dei por mim a olhar, vi que as coisas já não eram assim. Eu já não sou o mesmo. O meu país continua cada vez mais cinzento. Os carros mudaram. As memórias vão-se esvanecendo. E o que vejo já não é real. Ou a realidade já não é o que eu quero ver...

Friday, July 29, 2011

O jardim e o gelado.

Tenho saudades dos jardins onde a minha imaginação cresceu. Lembro-me perfeitamente como se o tivesse imaginado ontem: uma retrosaria a céu aberto, de montra da cor do cheiro do ar. Do ar que passa por entre a frágil folhagem que robusta aguenta a melancolia das cores do Outono, do Outono aquela luz que perpassa as crianças que brincam alegres e descontraídas na estrada. Da estrada que calma aguarda as mães que chegam a casa aos fins de tarde, em banhos de Sol moderado no alcatrão curtido pelas poeiras dos tempos, em carros de sonho para corações imaculados pela verdade. De verdades que não chegam bruscas e tempestivas, de pós que aquecem e não se esquecem, dos cheiros e das cores que realmente são.

Os prédios também o são. Verdades altivas e distorcidas pelas ilusões geométricas de linhas paralelas a inclinarem-se precipitada e apaixonadamente para um infinito já ali à frente. Protectoras memórias que em U se juntam, em uníssono escutam e em utópicas partilhas entram. As árvores, sempre presentes, sempre sobranceiras à memória que acolhem dos Sóis que nela giram e iluminam, acompanham os prédios; os prédios que são dessa cor que não sei bem descrever... um tom que se esquece, não por falta de relevância; mas porque as memórias boas são sempre assim - não conseguimos pensar com cor, nem com cheiros, mas lá que eles nos conseguem fazer pensar, lá disso ninguém duvida...

Os barulhos ecoam imaginados num tamborilar de aves, insectos, ares, estrelas e pormenores impossíveis sem fim... As luzes dançam nos tectos da imaginação, projectando nesse céu tão plano, quanto real, de azul sarampeiro profundo, onde coexistem estrelas, neurónios e astros, filmes da infância, de uma transparência a roçar o limite de visibilidade dos olhos da alma...

Passei por esses jardins ontem, olhei e resolvi entrar: entrei nessa loja que faz sonhar, escolhi uma memória gostosa para comprar e sentei-me no banco do jardim a apreciá-la, qual gelado imaginário numa quente noite de Verão.

Thursday, July 28, 2011

Cores primárias

O meu país está cinzento. Com manchas de outros cinzas. 10%. 60%. 30%. As sombras já não o são e não passam de uma recordação. Quem manchou tão lindo preto de uma ligeireza de cão?

O meu país está molhado. Lágrimas ou lá que é. Ou algo mais. De suor é que não. Só lágrimas. Ou então, um suor muito triste. Não, deverão ser lágrimas concerteza. Concerteza que serão!
Serão? Lágrimas, isto é? O que é uma lágrima? A lágrima só o é quando sai do olho? Até lá, já o será? E depois, o que é?

O meu país está diferente. Cheio de gente. Sei lá porque. Muita gente. Fazem barulho. E criam entulho. Daquele, do intelectual. "Coisa e tal". Disso não sei muito, porque não tenho. Sou muito, muito banal.

O meus país está almariado. Pobre coitado. Deve ser do cinto, que aperta até ao osso. Arre cão, que não te dou! Já tiveste muito que comer. Põe-te a andar, senão vais ver!

O meu país cá continua. E eu na roda dentada, à bulha. Sempre a encher. Sempre a complicar. Quem disse que a Rainha ia nua?

O meu país já não "s'alavanta". Mas pra quê? É prá Santa? É que os da casa não fazem milagres, mas que lá os há e muitos há, os alarves.

O meu país já não encanta. E porque é que não há nada que eu consiga querer fazer para colorir isso?

Mas ao menos, o meu país assim já não ilude. E eu já não sonho. Viajo.

Good things...

... only happen to good people.

No limiar do tempo. No limiar da lembrança.

Agora que (não) penso nisso, fico com a sensação nítida de que o único esforço que eu sempre fiz, o que eu sempre quis mesmo, foi ficar na memória das minhas relações pessoais. E lá permanecer. Apenas.
Tantas vezes preferi desaparecer no meio da noite, como se fosse comprar um maço de cigarros repentino. Como se isso me permitisse nunca mais lá voltar, aquele sufoco que de mim em mim se parecia tornar...

Tantas vezes a neblina das insólitas madrugadas de lá foi minha cúmplice. Tantas vezes me devotei a horas imensas a “imensificar a infinitesimez" desse sentimento, que eu queria que deixasse de existir...
Apenas fugir. Para desaparecer. Sem deixar rasto. Qualquer amostra de rasto emocional, que fosse possível seguir... Tentando sempre não magoar ninguém, fazendo a coisa da forma mais indolor e anestesiada possível. Se é que isso existe.
Agora que penso nisso, talvez tentasse sempre evitar magoar-me apenas a mim, e a mim só.
Só eu. Sim, eu sei...


Agora que (não) penso nisso, fico mesmo com a sensação que tantas vezes me senti egoisticamente ultrapassado nessas memórias (de outros) por outros.

Ultra. Passado. Conotação 1. Passado. Conotação 2. E agora que pensei mesmo nisto, o passado deve ficar no passado. E deve mesmo ser ultrapassado. Porque caso contrário não faz bem e, acto contínuo, faz mal. E tudo o que faz mal deve ser evitado. Não?!
Bem, no meu caso deveria ser "ficar resolvido". Curado.
Dizem que o tempo cura tudo. Mas eu temei em continuar a agarrar com todas as minhas forças o volante desse lento carro que também ele teimava em continuar tresloucado nessa tortuosa vida ladeada de curvas e contra-esperanças, minada de lombas e memórias de violenta brandura, constantemente ultrapassado por aqui e por acolá, por aquela e outra memória também...

Mesmo tratando-se só de memórias, mesmo eu não passando só de uma memória em lá, mesmo sendo tudo aquilo que eu sempre quis, tudo aquilo porque eu sempre me esforcei, porque me custou tanto ao sentir que era substituído por outras memórias, estradas mais recentes, afinal de contas, o natural curso das coisas? Porque abalou tanto a minha estabilidade, a confiança na minha condução das minhas atitudes e actos, sentir que não fui capaz de lá me manter, mesmo que fisicamente houvesse feito tudo o que podia para fugir, ao que se tornara real, para esse plano metafísico? Porque me parecem as minhas próprias emoções tão contraditórias, em si?
Porque terei ficado tão perturbado com a substituição desse meu cantinho em lá por essa actualização do mapa sensorial onde se gravam as emoções e os sentimentos?

E pergunto isto, especialmente porque as memórias são tão indeléveis quanto a capacidade que temos de nos agarrar a elas. Força essa que esmorece com o tempo e com a chegada de outras tantas memórias, mais fortes e cativantes... E porque mais cedo ou mais tarde, algo muda. E algo se perde. Para sempre... Qual rascunho mal desenhado e apagado, deixando apenas uma marca de algo. Indefinido. Perdido por ali. Mas nunca lá...

Afinal de contas, agora que já não me lembro de como se pensa nisso, de que nos serve sofrer agarrados a algo, que até já nos esquecemos o que era? Se o que eventualmente se conserva é a memória muscular, essa elegante maneira que o corpo tem de deixar bem marcada a forma de fazer algo, porque continuamos, então, em piloto automático? Apenas porque o nosso corpo nos guia cegamente por entre acto mecânicos para conseguir ter algo feito, sem sentirmos bem o porque, apenas porque sentimos inconscientemente que tem que ser assim...


Porque é que aqui não conduzo eu, porque me leva agora o meu corpo, num caminho sem volante, nem retrovisor? Sem lombas, nem questões? E de que me serve tudo isso, e de me serviu tanto daquilo, se de uma forma ou de outra, todos caminhamos para Alzheimer? De que nos serve viver?
Talvez viver seja também em si uma memória muscular... e talvez o façamos porque é algo que o nosso corpo se recorda de como fazer, exemplar num rigor ímpar na lembrança, qual máquina programada do início ao fim da eternidade - e de volta ao início -, mesmo quando a mente já não se lembra do motivo porque o faz...

Tic toc...

Everything within me is slowing down. But my body's falling speed isn't....

wake up..... wake up..... wwwAKE UP!!

Everything within me is slowing down. But my (body's) falling speed isn't....

Gripes e constipações

Vejo o pouco amor-próprio que tenho por mim quando estou doente e faço um chá de limão com mel.... Muito simplesmente, não tem nada a ver com o que tu fazias. O sabor não é o mesmo, os limões que usavas já não crescem nas árvores, apenas em campos na minha imaginação... O mel das tuas abelhas era ímpar na textura, na maneira como deslizava por entre crateras e desejos perdidos no interior do meu ser doente... O aroma tinha sotaque britânico e exotismo típico das Índias perdidas no tempo... O calor era inimaginavelmente vulcanesco, mas, mesmo assim, não queimava...
O chá de limão com mel que eu faço sabe a água com algo dentro. E não cura.
O chá de limão com mel que eu faço não ajuda. Porque o amor com que tu o costumavas adoçar já eu não tenho de sobra para usar...

Thursday, July 21, 2011

Deseperately grabbing shimmering strings of light... (keyboard dispair arc)

E eu sou aquele alguem a tentar desesperadamente suster nas minhas frageis maos as fibras invisiveis que sustentam e dao forma ao Universo, para nao deixar escapar nada, para nao falhar um unico sentimento exclusivo, uma qualquer novidade sensorial, um qualquer suspiro, inspiraçao, algo que me faça sentir vivo...
E eu sou aquele alguem que sofre por nao ter maos suficientes para te poder agarrar a ti, reter-te no meu egoismo, na minha ganancia desmedida, com dedos de despedida.
Porque eu sou aquele alguem que so tem maos para o adeus e que sofre como um deus que a nenhum ceu deu vida...

Tuesday, July 19, 2011

Knock, knock...

"Who's there?!"

So this isn't probably what you would call a last coke in the desert... But, nevertheless, it's a pretty reasonable approach. An in regard to that, concerning me, since it is I who is approaching you in such manner, some people say that i'm intelligent. Some people say that i'm smart. Some people might even say that i'm smart and intelligent. And some people just think i'm plain ol'dumb.
I don't tend to think of myself as special. But i do feel i have something special inside of me. Something that makes me differ from my sibling in kind. Something that burns from within some place i don't know where. Some flame that bursts a gut when i feel strengthless. Some will that arises from an unwilling pain. Some good hunt in a gameless meadow.
"But what makes you different? What is it exactly?!" I don't know. Maybe feeling that i don't know what fuels me, yet knowing that i'm fueled by some love outside this physical space i inhabite... Maybe i'm just your typical junky beat fanatic... Music. I can hear it. Can you hear it? That makes me different. Can you see these colors? Can you taste them in your fingertips? I do. Like cotton-candy. Like a child's memory. Like whem i'm happy.

Who's there?

It's me...

Monday, July 18, 2011

Uma vez disseste-me... (keyboard dispair arc...)

..."Se nao olhares para o mundo, nao saberas se o mundo esta a olhar para ti..."

Hoje em dia, ja sozinho, dou por mim a olhar para o mundo a procura de algo... Num desespero silencioso, as ruas aparecem-me vazias. Aos meus olhos. Parece que agora, dou por mim a procurar por algo e a nao ver nada. Sem do nem piedade, nessas mesmas ruas, nas ruas para onde "olho", nao vejo sombras, nao vejo cores, nao vejo nada. O vento nao se faz sentir e os meus olhos perdem-se em redor de mim mesmo, num continuo rodopio... Numa especie de torpor doentio, causado por um sol quente e focado em mim... Os meus olhos perdem-se. E fazem-me perder. A espera... Talvez de...

Talvez de apanhar a essencia espiritual que me habituaste a ver... de captar qualquer indicio da tua passagem por ali...
Mas ja nao te encontro. Ali ja nao te encontro. Ja nao andas por ca. Ja nao te vejo dessa forma. Aqui. Ali. Alem. Acola.
Nao te vejo neste mundo que acabou por se tornar meu. Com este Sol que ja nao e amarelo, com esta luz que me e estranha. E, no entanto, ja tao familiar. Sabes como eu sou com a luz, com a luminosidade... Lembras-te bem como era esquisito com as variacoes cromaticas dos ceus que partilhamos. Lembras-te, certo? (estas ai?)

Mas neste mundo tu nao existes mais, e eu agora existo. Vejo-me so. Estou so. E as ruas de outrora ja so existem na minha mente. Tal como tu. E eu, talvez. Vagueiam na minha mente vozes de um dia que ja foi e nao voltara a ser mais outra vez. Ecos de um passado que relembro agora, em olhos presentes num mundo sem o conseguir ver.

Tudo mudou. Mas eu feito miudo mimado continuo a nao ouvir os teus conselhos. So que agora, para ver se te consigo voltar a ver. A mim. Talvez de devesse ter dado ouvidos ao que uma vez me disseste.

Monday, July 04, 2011

9 ºC à minha saída

Nove graus à minha saída. Só 9 ºC para um dia tão grande. Tão pouco e, ainda assim, é o "tanto" a que tenho direito... Entro no carro e só penso nas saudades que lentamente começam a emergir de um Canadá que nunca me lembro de ter conhecido, mas que sei existir dentro de mim. Em sonhos que ecoam de tantos voos que tantas vezes fiz... sempre que me via lá do alto a olhar para mim mesmo cá em baixo, a deixar apenas um ténue rasto de existência atrás de mim, que tão depressa me fazia lá estar, como, de repente, deixava de existir...

E penso no quanto lá queria estar agora, nesse sítio que nunca conheci...
E sinto o que sempre sinto, quando penso em como é possível eu amar alguém que não conheço...

Who needs forever...

When i got you...

I smell you, i smell you not

O (meu) mundo está a ficar sem cheiros. Por favor, não te deixes ficar sem cheiros. Preciso deles. Preciso deles para não parar de querer respirar. Para que o amanhã tenha em si uma memória de outrora e continue a ser mais um dia para viver.

São os teus cheiros que me alentam o espírito, combustível que gasto inconscientemente entre viagens mil de nenhures para lado algum... Quero esquecer a crise e poder continuar a viver, por entre esquinas e vielas, sonhos e lapelas, comidas e aromas mais, quero mais, quero ser, quero ter, dá-me a mim, só a mim, por favor... Que os outros não cheiram, não têm narizes bons. Mas eu sim, eu tenho. Porque não o uso para cheirar. Para isso, uso os olhos da alma. E eles vêem-te a esvair. Não te esvaias cheiro meu. Que em mim existes e eu te permitirei continuar a encantar. Mesmo que só em mim existas, em mim serás eterno nas memórias que não esqueci.

http://youtu.be/vNiD93BLCPc

You want the truth?

Perguntei-me, há tempos, se o medo adviria da verdadeira noção das coisas, da insuportável falta de leveza que a percepção real de algo pode ter em nós, dessa pressão desmesurada que nos afoga lentamente num gargarejo sufocante, que nos purga de toda a vida ou sensação de vida... Que nos oprime sem dó nem piedade, e nos reduz a uma massa compacta e impotente... Expectante e silenciosa...

Ou será que advém do simples facto de, por vezes, sentirmos que não somos capazes de lidar com a verdade? Que, entendo bem, pode estar incluído na própria etimologia da palavra medo, parecendo por isso um pleonasmo; mas que é, muitas das vezes, a razão pela qual o sentimos: por não querermos sequer invadir aquele espaço desconfortável que se instalou em nós, no meio da nossa sala de estar espiritual sem sequer pedir licença, alienígena que melhor me conheces que eu mesmo, e que te alimentas de mim até ao tutano da minha alma sangrada pelos nossos encontros passados.... (http://youtu.be/yVLh0EMx3aA) Por sabermos que a realidade é um bocado de pão seco difícil de engolir. E por sabermos que não há líquido que facilite.... que ajude a digerir...

"You want the truth? You can't handle the truth..."

Thursday, June 30, 2011

Fé

As minhas boas acções começam a compensar. Mais do que as minhas acções em geral e para desconhecidos em particular.
E eu pergunto-me se não será esta a altura certa para agir e fazer algo ... A concretizar algo. De valor. Para ficar.

Talvez só precise de um pouco de ... Sim... Só preciso de um pouco de....

Wednesday, May 04, 2011

Eu. E tu. E mais alguém...

Sou feito de uma tristeza que aquece.

Por vezes...

É mais difícil fingir (que se está a dormir) de olhos fechados, do que com os olhos abertos... E os dias que não param de continuar....

Monday, May 02, 2011

Nós por cá...

Por aqui, está-se cinzento...

Tuesday, August 31, 2010

Passado, memórias, passado...

Some people... They don't bright up your past.
They just populate it.

Hoje...

Pequeno-almoço: migraspirina....

Monday, July 26, 2010

why can't people be more like photos? looking at them would just make you feel like it was all good times...

untitled document

i just found out that going is only half the way...

Thursday, March 18, 2010

E num piscar de olhos...

Hoje vi alguém igualzinho a ti. Tinha a mesma cara direitinha, o mesmo nariz cheio de graça e até respondia pelo mesmo nome, mas não eras tu.
Queria que fosses aquela pessoa, naquele momento, naquele restaurante e, sim, até com aquela companhia, mas não eras tu. Por mais que eu sonhasse encontrar-te, descobrir-te de novo, voltar a sentir o teu perfume (usarias perfume? mais parece uma memória inventada), repousar a minha vista cansada em ti... ver de novo o teu sorriso... mas não eras tu.

E no outro dia, chamei pelo teu nome, mas tu não me respondeste. E percebi que talvez tu não quisesses que fosse eu a pessoa que chamava pelo teu nome, que olhava com atenção para as tuas roupas tão típicas de ti, que fitava a tua companhia, que anseava o cheiro que só tu parecias ser capaz de transmitir... E talvez até fosses tu. Só não querias era que fosse eu.

Sunday, January 10, 2010

Sinto-me a...

... esfarelar...

(Sem) Salvação

Posso salvar-te?
Só para que, assim, possas ser tu a salvar-me...

Por favor! Posso?! ...

Thursday, December 17, 2009

Thursday, October 15, 2009

entre a noite e o sono...

Ontem, ao deitar, acariciei a minha sombra projectada na parede do meu quarto junto à cama, enquanto o meu telemóvel se desligava...


Não senti nada. Mas num instante, que desejei ser mágico, quis que, pelo menos, algo ou alguém na parede tenha sentido...

Sunday, May 31, 2009

Por favor

Novamente aquela sensação, novamente aquele aperto... Novamente aquele cheiro, novamente aquele momento... A força que se acumula quer-se libertar. Um esgar de prazer que me aperta lentamente e não parece querer parar. Cheira a pinheiro. Um cheiro seco. Areia. Sim, sem dúvida, a areia também. De resto, serão pardais? Sons e sons que chegam até mim. "It felt so true, but it only happen that night" tocava no rádio. E, no fundo, assim tem sido, tantas noites durante todo este tempo. Deitado na cama, barriga para baixo sonhei em me alongar no desejo de ser maior, de me estender por campos sem fim e cheirar, cheirar, cheirar....
Não quero que este cheiro acabe. Não mais. Não quero que estas noites sejam só noites, ponteiros pontuais a sombrear minutos virtuais... Quero que sejam realidade, a minha realidade. Exijo isso de mim. Exijo isso para mim. Por favor. Não mais...
Leva-me e deixa-me ser quem estou destinado a ser. Deixa-me viver. De uma vez por todas. Por favor...

Wednesday, February 04, 2009

A cura

Queria escrever-te algo mais. Queria dizer-te o quanto tens sido peça unificadora num todo que so o é porque tu existes para lhe dar sentido, enquanto todo. O quanto tens representado tanto para mim, mesmo quando eu não represento nada para mim, ou mesmo quando eu pareço deixar de ser eu, para passar a ser outro; alguém que tu não conheces e que, sinceramente, receio que não queiras assumir existir.

Queria dizer-te o quanto és enorme, numa imensidão tão própria que o próprio sonho não consegue imaginar… Tens a capacidade de me pôr aquele tremelicar na ponta do nariz… De me fazeres sentir a brisa do mar, o aroma da maresia a tocar-me na face… Consegues fazer-me chorar num riso e de me deixar a rir a chorar… Fazes o sentimento encher-me a alma, lavar-me num toque intenso de lágrimas mil que inundam todo o meu ser, de tão feliz que sou junto de ti…

Queria tanto conseguir dizer-te que és bela além do belo, através deste meu olhar que estava tão baço de não querer ver. E queria dizer-te que não sei que demónios tens dentro de ti e que me assusta não sentir existirem nenhuns… que isso me faz crer que não os queres sentir e que me assusta, porque estão lá… Mas confio em ti. Neste amor que sinto tocar-me fisicamente a pele. Mesmo quando não estás.

E, mesmo sabendo não ser humanamente possível por em palavras tudo isto (tanto disto) que também julgava não ser humanamente possível (comportável sequer) de sentir, vem... Vem até mim meu eterno-pedaço-em-falta-de-alma, que agora passaste a ser a alma que habita dentro de mim. Vem… E traz um demónio também…

Sorri amor. Eu estou a sorrir contigo *

Sunday, December 14, 2008

Pelo Natal, eu quero...

...agarrar-me às coisas boas da vida. à música. à alegria. ao som que preenche, à batida que nos põe a dançar, aos saltos com a vida a suar-nos pela pele fora como se tudo fosse possível naquele, só, instante. à vontadede rir, de rir com vontade. a ti. à luz que me faz sonhar, os sons dos pássarosa ensurdecer-me os sentidos numa maravilhosa viagem para lá das limitaçõesdo normal. às nuvens. as minhas nuvens. aqueles olhos que brilham como se o céu não houvesse alguma vez conhecido sonhos ou sóis ou estrelas ou nada que se rivalize com aqueles pequenos mundos que orbitam dentro daquelapequena maravilha. ao fôlego, que tanto anseio perder e perder e perder.e voltar a perder para o poder recuperar de novo, de tão bom que o é esgotarna celebração da vida. aos ritmos, que me percorrem e invadem quando sonho,respiro, sou. à paz interna. ao ritmo cardíaco calmo. ao mar, sal, areia, cheiros e ventos que tais. à vontade de ser maior, ser grandioso, exaltar o destino que tenho por cumprir. ao grito, ao berro, à necessidade de dizer, em silêncio, EStOU VIVO E DIGO-O PARA TI QUE NÃO ME OUVES. à floresta. aos cheiros. às ervas aromáticas. ao estrugido. ao refogado. ao sorriso.ao teu sorriso. às panelas, tachos, colheres de pau. ao queijo. ao manjericão.ao seu casamento perfeito com o tomate. ao meu sorriso. a bochechas. ao lápis, a derreter-se de amores por um papel guloso num desenho perfeito.ao sangue. à guelra. à vontade e ao amor. à gana. à personalidade. aos fins-de-tarde no Adamastor. às nossas viagens. a tudo e a nada. a mim e a ti *

Monday, September 22, 2008

I miss the 50's...

On a sad, sad winterish night i miss the 50's... The warmth of that shimmering light, i never knew. The cold sight of a silence i could've never heard.... Warming a calm, deep place, that lies outside me. How can it be? Why to this time? Why me? Why all this ressonating inside? Let me be... Oh please, let me be... Wandering memories that crave into my chest, filling dark unfulfilled holes, eternal in me, haunting my every shiver, flooding hole my eyes. I cannot think of a better place to be than there, that time to live... long gone and only a wish to feel. Not know, only then, could i ever think of a happy place to be. Right now, not here. Only there, away from me.

All is brown, sepia to more correct you see? Brown as sugar, sweet as it can seem. Only a far-away wish, impossible to be. That time, long gone into the past... could you return? To me?

Tuesday, June 10, 2008

Sakura bloom..



~
Don't ask me why, but cherries always remind me of you...

Monday, May 19, 2008

Feeling...

Não te parece que, por vezes, mas só por vezes mesmo, as pessoas falam contigo só para se ouvirem?

Monday, February 04, 2008

O vento do descontentamento

Por onde ando, que não me conheço?
As ruas estão vazias. Totalmente desertas. Até o som as abandonou. Circulo lentamente, por cada uma delas, à procura, à procura de algo. Que não está lá. Só o vazio as percorre, incauto, sem se aperceber que também eu ando por ali. Parece que toda a gente correu exactamente para o sítio de onde eu fugi... Para lá, onde a minha imaginação receia desejar me levar. Para onde eu receio querer estar. Até o céu está demasiado longe, a sua humidade tocando-me ao de leve como que dizendo que também me deixa para trás. Como que me chicoteando com um remoque maldoso, um dizer distinto de abandono, de pena, de "pobre coitado"...
Tudo isso ainda me deixa mais alheio a tudo. O que não é, obviamente, o que abunda por aqui. Ou por ali, sei lá... Já não sei onde estou. Por onde ando? Onde vim parar? Que lugar é este que não me conheço aqui? Se ao menos pudesse estar lá fora ... Mas estou aqui. E foi aqui que vim parar.

Sunday, January 20, 2008

Almost half a year now...

If You Fall (Sky Broken)
text: Raoul F. Walton

If you fall down, please don´t cry
If you suffer, call my name
If you fall down, please don´t cry
If you suffer, call my name
If you fall down, please don´t cry
I will be thereI will catch you in my arms
I will take care
And if you suffer call my name
I´ll care for you
If you Fall down , please don´t cry...

Sunday, June 10, 2007

Tu

E assim ele fez...
(Graf @ Coimbra, agradeço ao autor a obra)



Tuesday, June 05, 2007

Eu e tu. Tu e eu. Toda a gente mente...

A minha infantilidade reflecte TANTOOOOOOO a infantilidade dos outros. Porquê ser um espelho? Ao menos, podias dizer-me que o sou , mesmo perto de gente "normal"...

Saturday, April 21, 2007

Amor

Ao tempo falta-lhe algo...


E eu tenho-o...

Friday, April 20, 2007

Como te sentirias se eu não notasse que tinhas feito algo ao cabelo, que parecias diferente na maneira como me procuravas, como querias que notasse em ti, que apenas pronunciasse algumas palavras, simples, de agrado, para te agradar, uma forma de recompensa tão boa de ter e ouvir? Como sentirias se eu não te tivesse dito nada o dia inteiro, se nem reparasse que parecias agitada, ansiosa melhor dizendo? Como sentirias se perto da meia-noite, na cama onde nos deitamos, me confrontasses com isso perguntando porque raio não teria eu conseguido reparar em algo tão, tão, tão ali, por amor de Deus... E como te sentirias tu se eu te dissesse que o dia que tinha acabado de passar, que esse dia, tinha sido o dia dos meus anos?
Nutritionally challenged...

Monday, April 16, 2007

Já pensaste que a pessoa da tua vida se calhar, não é a pessoa certa para ti?

Sunday, April 15, 2007

Cheira a Primavera

Sabes aquele cheiro a Primavera/Verão que anda por aí no ar?



És tu...

delicious jockey

Em loop não me sais da cabeça.
O sample da memória da noite que partilhámos dá-me sangue, ar e vida.
Em ti quero remisturar o meu amor, cortar, scratchar e seguir numa cue infinita de partilha.
Minha mesa de mistura, meu ritmo perfeito, batida do meu coração, em ti reencontrei o gosto. Pela vida. Pelas coisas, grandes ou pequenas. Por tudo, que um dia até podia bem ter sido nada. Mas que hoje é o que é, e vale o que vale.
Por mim acima de tudo, um vinyl em busca de revival.
Arde na minha lembrança, banda sonora de toda uma vida. Em loop. E em loop, não me sais da cabeça...

mumbling whisper in your ear, so far, so dear...

Forever, and since ever, have i felt like a ghost in a shell.... A lonely and incomplete soul, trapped in a body not of my own. Nowadays, it's more like a ghost within a flesh of some sort... Because of you, i have managed to reattach my body to my soul... Once again. Because of your presence in my life, and for you.
So far away it seems... Looking back, it feels life has been nothing more than a waiting room, in order to once again be with you. And to once again hold hands with you. And with you, again, live. By your side. By my own side. Once again. Finally, again... Finally it seems...
Was it emptiness that made you weep, No more secrets to keep
Was it bitterness that gave you time, To forgive your sins
Was the earth spinning round, Were you falling through the ground
As the world came tumbling down, You prayed to God what have we done
Zero 7 - Spinning

Friday, April 13, 2007

Águas quentes...

Eu não sei que mais pensar, dizer... Para onde quer que olhe esteja eu cansado, com a vista pesada, seca, esteja eu carregado, cheio de vitalidade e energia, todos os lugares me parecem desconhecidos... É tão estranho. Tomei banho de água quente, aquela água que me faz sentir eu. Que me faz correr o sangue, invandindo todos os locais ermos do meu corpo que geralmente estão adormecidos neste cansaço trôpego.... gosto de sentir a água quente a correr-me pela pele, num abraço infernal. E no meio de tudo isto, procurei-te. Mas não te encontrei... Até onde a cortina me permitia ver, não te encontrei...
Acabei de tomar banho, limpei, saindo pé ante pé, sequei-me; e caminhei para a porta. Quando a atingi, fiquei abismado. Tudo estava transfigurado... As cores eram irreais, pareciam saidas de um qualquer videoclip dos anos 70! Eu não mais reconhecia o meu quarto sequer! Mas então, nesse preciso momento, sorri.... E fi-lo porque me apercebi.

Porque me apercebi que não te encontro quando estou em contacto comigo mesmo, naqueles meus momentos mais meus, íntimos e pessoais, sabes? Não te encontro porque tu és-me! Enquanto estava na banheira eu não te encontrei porque não estás fora de mim! Os braços que enlaçavam o meu peito eram meus, sim. Mas o abraço, o abraço quem o davas eras tu! E quando sai para o meu quarto, aí sim, vi que te encontro... Em tudo o que me rodeia, e que parece diferente, novo e irreal. Porque é com os teus olhos que agora vejo o meu mundo. Porque é contigo que vivo dentro de mim diariamente, num grito eterno e mudo de felicidade incontida neste corpo que já não é meu.... Porque é contigo que agora me sinto... eu.

fim

Wednesday, April 11, 2007

Coisas das nuvens...

Vem daí. Vem para o meu mundo que sempre foi teu... E de tão imenso que é, nunca nos vimos... Talvez porque caminhássemos de costas um para o outro... desde a cisão inicial, no ventre eterno que nos une desde sempre... E que, desde sempre, mantém viva a esperança de, do outro lado do mundo nos encontrarmos, para nunca mais nos libertarmos, da memória um do outro...

Nuvens e sol. Tudo faz parte... tudo é presente no mundo. No nosso também.

Tuesday, April 10, 2007

Bits and bytes

Basicamente, cuido de ti como nunca cuidaria de mim... Trato-te com o carinho de um aconchego de Verão em pleno Inverno. Completas-me. Amo-te como nunca conseguiria amar-me só a mim.

Sou o teu 0. E tu és o meu I.

Choro de alma

Chorar sem lágrimas. Fogos que ardem, sem arder... Ambos sufocam, num pranto extenuante, mas que aconchega... Uma humidade quente que acaricia... Natural, quase familiar, desde sempre... E persistem em mim... Atingem-me com força, tornam-me num ser que vive. Pertubam, no entanto. Deixam-me incomodado, demasiado alerta para todos os estímulos que chocam contra mim. O vento. O cheiro. A humidade. A secura do ar, o sol, a luz, a cor, o barulho, tudo tudo tudo... E persistem... Fogos que devastam sem os ver... Choro que sai sem molhar... E que no entanto, é chorar. E é queimar. E assim desaparece tudo em mim, sem eu me aperceber. E no entanto, tanto fica, pronto a renascer...

Sunday, November 05, 2006

Outros se's

So importa tudo o que acontece. O que quer que não aconteça... bem, não passa de um "se"

Thursday, November 02, 2006

Rain in the dark

Hoje, pela primeira vez em muito tempo, reparei numa gota de chuva a descer em minha direcção. Normalmente só as consigo sentir pesadas a chocarem contra mim, depois de se abrirem as torneiras dos santos céus em torrentes gotejantes a desabarem. Mas hoje foi diferente. Fui capaz de reparar numa gotinha, que descia deitada, como que olhando para mim quando levantei a minha cabeça para o céu e a vi a brilhar.
Não sei o que me fez levantar a cabeça naquele preciso momento, mas devo confessar que foi bom sentir que ainda sou capaz de reparar em pequenas coisas, antes que seja a força da evidência a obrigar-me a reparar. É bom sentir que ainda sinto o pouco que creio existir à minha volta...

Tuesday, September 12, 2006

Porque o disseste...

A conselho de uma amiga, comecei a desligar-me e a desligar algumas máquinas de suportes das memórias que eu, de certa forma, talvez, receava perder e que ainda hoje me perturbavam.
A conselho de uma amiga, libertei-me de um passado que não me fazia assim tão bem, crescendo e avançando.
A conselho de um amigo, cresces, vives, aprendes, és... Porque os amigos são-te também. E preocupam-se mais contigo, do que tu próprio por vezes.
A conselho de uma amiga...

Thursday, September 07, 2006

Recuerdos... me acuerdo de ti

Hoy llore mucho, llore todo lo que tenia que llorar. Me quedo solo a una esquina a pensar en ti... en todo lo que te habia dicho, como te prometi que mirando al cielo te encontraria en cada estrella, tu sonrisa estaría en cada cometa porque tu has sido un cometa que ilumino mi vida...
Me quedo solo una vez más... y una vez más se ha quedado una parte de mi dentro de alguien, mi corazon se ha quedado cerca del tuyo. Pero ahora tiengo que volver a la realidad... Tu, mi sueño predilecto de una tarde de verano, tu te has ido y sólo yo te podré recoger, atrapar... Otra vez. Una vez más... Hasta siempre...

Wednesday, August 02, 2006

Diário de um dia....

Hoje voltei a acreditar. E arrisquei. Arrisquei e risquei com... acordei no mesmo impulso em que me deitei (gargalhada), mas com o mesmo sorriso descansado com que, cansado, ontem me recostei (sorriso). Encarei o dia com um stresse diferente. Sem stresse (nova gargalhada). Foi algo muito stressante para mim, fazer isto com nada mais que um sorriso na cara. Olhei para o céu, disse para mim mesmo 'está sol' e segui em frente.
Li, conversei, assinei, dialoguei um pouco mais, reflecti, conjurei, uma série de coisas. Mas todas elas sem grandes sobressaltos. O estômago, esse, ainda me deu alguns daqueles nervos clássicos. Mas mesmo ainda os sentindo agora, estou descontraído - há que acreditar que vou ser capaz de me elevar à altura dos eventos. E se não fôr, logo se vê... de certo, serei capaz de arranjar uma solução então (gargalhada). E assim será mais umas semanitas. E outros problemas virão. E o estômago não pára. Mas a vida também não. E amanhã, bem... amanhã é outro dia!

Saturday, July 15, 2006

hide...

where are we?what the hell is going on?the dust has only just begun to formcrop circles in the carpetsinking, feelingspin me 'round againand rub my eyes,this can't be happeningwhen busy streets a mess with peoplewould stop to hold their heads heavyhide and seektrains and sewing machinesall those yearsthey were here firstoily marks appear on wallswhere pleasure moments hung before the take over,the sweeping insensitivity of this still lifehide and seektrains and sewing machines (you won't catch me around here)blood and tearsthey were here firsthmmm what'dcha say,hmmm that you only meant well?well of course you didhmmm what'dcha say,hmmm that's all for the best?of course it ishmmm what'dcha say?hmmm that it's just what we needyou decided thishmmm what'dcha say?hmmm what did she say?ransom notes keep falling out your mouthmidsweet talk, newspaper word cut outsspeak no feelingno, i don't believe youyou don't care a bit, you don't care a bit(hide and seek)ransom notes keep falling out your mouthmidsweet talk, newspaper word cut outs(hide and seek)speak no feelingno, I don't believe youyou don't care a bit,you don't care a bit(hide and seek)oh no, you don't care a bitoh no, you don't care a bit(hide and seek)oh no, you don't care a bityou don't care a bityou don't care a bit


thisressonateswith everyinfinitefiberinme... makesme shiver inaway icannotcompare...tellme,its your turn,howdoesitmakeYOUfeel?

Thursday, July 13, 2006

Sonho

Dá-me uma razão para viver o presente...

Thursday, July 06, 2006

conceptualiza

imagina que o que fazes agora não tem qualquer efeito no normal decurso das coisas... imagina! imagina que o que quer que faças, independentemente de como ajas, sintas, respires, não vais estar a alterar futuro nenhum ,ou a maneira como as coisas aconteceriam. porque muito simplesmente não existe outra maneira. as coisas são como são, não importa como seriam. porque não há essa hipotese. esta é a tua realidade, porque preocupares-te com outra?

e agora que ja conseguiste imaginar o que te pedi, diz-me só uma coisinha: conseguirás algum dia deixar de só imaginar?

...

... a vida [Hipótese]

Se o "se" não existisse, como seria ? ...

Tuesday, July 04, 2006

Túneis de metro

...

Olho para o relógio. Chego à estação antes do tempo, ainda está tudo muito parado . Chego cedo demais, uma vez mais. Uma vez mais. Como sempre. Tudo por aqui está e é escuro. As paredes parecem caiadas de um negro intemporal, dá a sensação de que aqui esteve desde sempre, talvez até antes de tudo isto aqui existir. Olho em redor e nada me parece conhecido. No entanto, é como se sentisse que algo me é estranhamente familiar, um sentimento gutural e pulsante. Este pensamento não pára de acostar à minha cabeça... Vem e vai, como uma onda. Várias ondas. Um mar inteiro...
Distraído nisto, começo a ouvir um barulho distante, mas crescente na proximidade. Algo está a chegar, na minha direcção. Talvez este comboio vá mesmo chegar, ironizo. E chega mesmo. Um sem parar de carruagens, ligadas umas às outras como se unidas num num fio sem fim. Engraçado. Se de vários fios destes se tratasse e caso caíssem de uma torneira, pareceriam gotas encadeadas num fluxo contínuo. E pela maneira como começaram a chegar, os vários comboios às - Meu Deus, agora vejo - intermináveis linhas justapostas paralelamente, até onde a vista consegue alcançar. Ou mais até...
As luzes começam a acender-se - Santo Céu -, como isto é grande. Há todo um pulsar de vida que chegou aqui, neste mesmo instante. Eu nem consigo acreditar no que os meus olhos me alcovitam, acerca do que se passa em meu redor. Estaria tudo isto aqui, há um instante atrás, quando cheguei?! O meu relógio não mente, eu estou acordado! Estarei?! E no entanto, tudo o que outrora me pareceu morto e inerte, há um minuto atrás - irónico o meu outrora agora parece, um segundo depois -, está agora vivo, respira e palpita!Este tremor, esta vibração... é tão estranho, tão vivo. E não me canso de pensar - que vigor, que energia. É como se electricidade percorresse o ar em meu redor, e de electricidade se tratasse mesmo - tudo aqui é eléctrico e electrizante!!!
Nem uma ligação directa feita ao meu cérebro me daria esta sensação, me faria sentir assim tão acordado, penso ingenuamente ignorando a maravilha que debaixo dos meus pés se situa. No entanto, no santo seio da minha ignorância abraço tudo o que de assombroso me rodeia.
E no meio de tanta tropelia, de tanto deslumbre, dou com a minha cabeça a rodar na tua direcção, encontrando-te, onde, no fundo, acho que sempre te deixei... ali, no lugar mais central e fulcral de todos, no cerne nuclear que sempre foste na minha vida.
É teu o retrato que embeleza aquelas paredes, que agora já não são escuras e feias, mas sim melancólicas e carregadas de memórias que carrego desde que teconheci.
É teu o retrato que coloquei na mais central das minhas estações, aquela que liga todos os túneis sombrios que sem ti não sentem viver.
É tua a cara que relembro cada vez que percorro os intermináveis quilómetros de existência, vivências mil, à espera de te voltar a encontrar.
São teus os túneis desangue de criei para respirar, aguentando o meu fôlego até te voltar a ver. Com estes olhos que agora olham para os túneis de metro sem desespero... sem receio de não te encontrar logo, no imediato.
Porque agora, voltei a conseguir respirar livremente, nestes túneis que são as veias do meu ser, as artériasdo meu sentimento, as veias do retorno... e voltei a encontrar o caminho para esta minha estação central, que liga todas as outras.. e aqui voltei a encontrar-te, bem no meio do meu coração..

dedico-to a ti, zophia

Monday, July 03, 2006

Hype

...desta vez no Tejo. Voltarei a regressar a casa, uma vez mais...

Observar

A uma mulher aparentemente interessante olham-se primeiro as mãos, os pés, as unhas. E só depois se parte em busca de um resto...

Saturday, April 29, 2006

why come

.pensar agora no agora poderá não fazer sentido daqui a pouco...

Friday, April 28, 2006

ó-dois

Respira-se oxigénio aqui...

Wednesday, April 26, 2006

Train ride...

Uma vez alguém disse que quanto maiores os desígnios de um homem, maior o número de escolhas com as quais ele se depararia ao longo da sua vida.
Às vezes há pessoas assim, grandes. Imensas. Que julgamos serem capazes de tudo, de conter nelas todo um mundo, tamanha é a sua força de vida. Pessoas altivas para quem olhamos com admiração e respeito. Seres humanos como nós, com as suas questões e fraquezas. Mas cujas virtudes se destacaram tanto, que os tornam especiais, diferentes; são indivíduos que se importam com os problemas dos outros, colocando-os à frente até dos seus próprios problemas, sempre com um sorriso na cara! A expressão exacta que nos conforta e que assusta o nosso receio, deixando-nos mais apaziguados e calmos, mais confiantes em nós próprios. Todos nós precisamos de apoio em algumas alturas, e apenas esse tipo de pessoas conseguem dizer aquilo que mais precisamos ouvir... nem mais nem menos, apenas aquilo...
Talvez egoisticamente nos voltemos sempre para esses faróis de esperança à procura de força para nos aguentarmos em pé, apenas um pouco mais... Apenas um pouco... Aqui e ali... Um pouco... E aqui e ali. Repetidamente.
E repetidamente passamos a ser nós, a ser o "nós", o "eu" que assume importância em tudo isto. E não "eles". Passamos a ganhar consciência; ganhamos mais presença, protagonismo. E a partir daquele momento em que os olhámos como fárois, eles desapareceram no escuro, esquecemo-nos de quem e como eram...
No fundo, nunca chegámos a saber isso, conhecê-los verdadeiramente, quanto mais compreendê-los a eles e às suas atitudes. Vida. Sentimentos. Necessidades.
Curiosamente desde o início, e mesmo até este fim, foi sempre sobre nós...

It's not what we see but what we feel...

O amor geralmente anda nú. Ou então de pijama...

Tuesday, April 18, 2006

Até as pessoas bonitas sofrem feio....

Sunday, April 16, 2006

Do fim do dia ao início da noite...

Voltei a sentir medo. Hoje, como já não acontecia há muito tempo, há demasiado para me sentir à vontade. Há muito tempo que me habituei a conviver com os meus medos... de certa forma, até me fazem companhia.. Mas hoje, hoje foi diferente... hoje receei por aqueles que me eram mais queridos, não saber se algo de menos bom iria acontecer com algum deles, tinha aquela profunda e angustiante sensação que ia perder algo de importante, quase tão importante como a vida! Aquela sensação que ou nos esvazia ou nos enche de escuro... que nos deixa com uma sensação de que estamos perdidos no meio de um grande nada... Que me deixou amedrontado, a tremer de uma forma que outrora me era familiar, quando vivia assustado com todo o que receava... Permitam-me fazer um pequeno salto...
Porque me fascina tanto o período que vai do fim do dia ao início da noite? Será que é porque tudo me aparece despido? Nú e crú? Verdadeiro, sem ilusões provenientes de calores excessivos; apenas aquela cor com que as coisas nascem e morrem? Será que é pela ausência de uma luz em si, substituída por uma espécie luz neutra? ... Será que é porque tudo me parece meio igual, sem grandes distinções? As montanhas parecem recortes de negro no horizonte, as pessoas vultos indistintos... Será por isso que me seduz tanto, por me poder dar a hipótese de descansar a vista, de ver as coisas como são e não como as anseio ver? É fantástico, nesta altura quando a luz passa a ser diferente aos meus olhos começo a viajar, é mágico os lugares na minha memória onde consigo ir parar... quando começa a faltar aquela luz quente, amarela, que lentamente dá lugar à luz que os olhos interiores vêem, azulada na base, branca na emoção, começo a relembrar todos os lugares quentes da minha existência feliz, todos aqueles recantos esquecidos com o tempo que só o fim do tempo me poderia relembrar... e sinto-me pleno, viajando por esses frágeis pedaços de existência que compõem o puzzle do meu ser. Com essa luz vem o desejo de me fundir, com tudo o que existe à minha volta; de transpor tudo o que o meu ser físico me impõe diariamente; ser mais... além de hoje... eterno... pleno...
Mas não menos me seduz o breu que se abate no infinito com o passar do tempo; a luz azulada dá lugar à noite com luz, aquela fracção temporal em que os olhos ainda conseguem fingir ver além do que se lhes apresenta imediatamente... E não menos me assusta a escuridão. Antes da sua chegada sinto-me feliz, com ela posso sentir-me à vontade – como se a escuridão entrasse dentro de mim e o meu interior extravasasse livre, e descomprometido, para fora a escuridão que existe dentro de cada um de nós existe, escuridão para escuridão.. essa hipótese de personificação de um algo interior num imenso exterior... E nada assustado percorro esse caminho insólito de frio e estalidos crepitantes, sem qualquer receio, completamente em paz... E no meio da minha viagem dei comigo a entrar na noite, céu escuro que queimava nuvens de um vermelho-rosa cor de fogo, o ar sabia-me a lágrimas quando em lágrimas se transformava ao chegar a minha face... e a noite chorava de um cinza lavado, que em nada feria o verde dos prados que sem luzes ofuscantes me serviam um manjar visual que me faz delirar – a eterna atracção pelo cinzento escuro de um céu de personalidade forte com a eterna presença da esperança a seus pés, e a ladear-me... E no meio disso, lembrei-me do medo que me invadiu mais cedo. E embrenhado neste quando de cores contraditórias e algo confusas, senti o calor de uma vontade optimista de arranjar remendos para todos os buracos, que continuamente foram marcando a minha existência, nas memórias latentes do meu alegre ser que outrora fora feliz... Tudo isto por me teres mostrado que consigo ser eu se, e apenas se, acreditar em mim. E que só assim poderei sonhar estar contigo.

Wednesday, April 05, 2006

Missing missing you...

Sinto saudades de sentir saudades...

Sunday, March 05, 2006

That who holds the frame for my lost heart..

Ando à deriva desde que te conheci, meu Deus como me desorientaste!!!
Explica-me: fui lá ter, ansioso por escapar e um pouco confuso também, admito-o. Mas como é possível perder toda e qualquer noção de tudo o resto, e só te querer a ti? Como pude eu fazer-me isto a mim mesmo, nesta fase, nesta altura? Como se nem estava preparado para nada?
Chegaste, trovejou o som do silêncio dentro de mim e falaste-me num sussurar encantador por cima de qualquer som, de qualquer ideia ou preconceito. Abafaste o medo em mim, tornaste-me novamente uno, devolveste-me a vida que sentia escapar. E depois deixaste de sussurar, desci de novo à terra e continuei a ver-te ali. Afinal estavas mesmo ali, não tinha sonhado, não tinha estado a delirar, doente que estava com o calor que penetrava em mim vindo de ti. Senão era já amor, que mais podia ser? E se amor realmente não o era, que cores poderia ter o teu amor? Que formas, que carinho, que sentimentos, tão brutal já era tudo que bombeava o meu corpo em direcção a ti...
E, por favor, se fores um acidente que devo ter, deixa-me viver tudo ao máximo contigo, do teu lado, com toda a tua pessoa.. Porque mais que nunca quero viver. Pois só tu tens a peça que completa o molde que deixaste no lugar do meu coração...
E deixaste-me tão trôpego que a minha língua ficou envergonhada, o meu raciocínio baralhado e o meu coração perdido, no meio do doce embalar do teu colo... que me deu tanto calor, que só o poderei comparar ao calor de uma mãe para com o seu filho... dá-me um hipótese de viver e ser feliz *

Thursday, February 23, 2006

Butterflies in the night....

... talvez uma vontade que não seja bem ainda uma voz... mas a projecção da mesma é apenas o artefacto exigido a toda e qualquer concretização de um real... ela já existe em si, em mim, em ti, enquanto própria, ser, sentimento com vontade de crescer... e já em si é um mundo, com mundos por dar a descobrir, de ainda se poder dar a alguém a conhecer... quando a tua existência for uma voz de angústia, eu serei a voz pela qual a comunicas... quando a tua existência for uma dúvida, serei a voz com que te questionas... quando não souberes quem és, uma espécie ponto de interrogação digamos, quererei ser a voz que te ajuda a encontrar a resposta a isso... mas enquanto tudo isso são meras palavras, vozes perdidas no ar, apenas deixa-me ser a voz que te diz amar....

Sunday, January 22, 2006

That night, our night...

Looking back, the sea, the salt, the emptiness of your sorrow...

Looking back, to me, to you, at us, lost for the tomorrow... But tonight... take me, i'm yours, my heart's not mine anymore...

Take back the regrets, the ifs, i'm bound to hope, once more....

But tonight... happiness blinds me again, with a smile by its side.... because you're by my side... and made my world move, once more...

i'm yours... once more...

Sunday, January 08, 2006

Something different for an everyday breakfast...

















I like my toasts golden... and a Cosmopolitan please

Friday, January 06, 2006

Gossip folks - a tribute

"And in that, he put himself together only to be able to meet with the cloth that would fill his eternal hole, that would fill his own soul... Please understand: so strong was his soul hunger, he wasn't able to feel as one for a long time, constantly trying to revive himself in a dangerous wheel of depression-retrieval. But in that day, once more, he said to the Gods: 'Never more will your wishes define who I am! From now on, I will defy you and suffer all the consequences. But for as long as I choose not you, I will remain alive. And all your gossip will die between my fingers, spread and be scattered by the wind... a wind I blow!!!"

_graphic design by maria koehler_
(untitled)


nevermore what you say will define what i am, or make me be what i am; by opposition, from now on its what i am that will make you tic... and talk... tic, talk...
for you *

Wednesday, January 04, 2006

A única emoção que não consegui controlar, o amor com o qual não me consegui identificar...

Tuesday, December 20, 2005

31 de Outubro 1982

Obrigado por me teres devolvido a lua... "sem efeitos, nem feitios..." Obrigado por este "presente"...

Tuesday, December 13, 2005

Fé

Porque também um diria te irei perder a ti, única, como sempre és, foste e serás...

Monday, December 12, 2005

2 horas

Por duas horas cheirei atarantado o teu perfume. Por duas horas, deu-me cabo dos sentidos, levando-me a desejar cometer loucuras em ti. Por duas longas horas, sofri profundamente a teu lado... Por duas afinal tão breves horas...

Sunday, December 11, 2005

Memórias em apartamentos...

Olho para o horizonte e vejo as minhas memórias a arder. Vejo-as como buracos em prédios abandonados, daqueles que costumávamos ver, lembras-te? Buracos que iriam ser apartamentos, estruturas iguais à vista, as mesmas formas, o mesmo desenho, umas empilhadas em cima de outras num arranjo quase frio e matemático. Mas no fundo no fundo são todos diferentes, em cada um reside um calor diferente, uma série de vivências distintas e de identidades próprias... Brilhos e cores que se tornaram em escuridão, nos tais buracos de que falava, daqueles que viamos... Mas também estas são memórias que desaparecem lentamente, para no fim só restarem as cinzas de um outrora que julguei, julgávamos feliz... dias em que o fim era angustiante só porque nunca mais acabava para poder dar lugar a um novo início, que novamente findaria e voltaria a começar...

É esse peso que já não sinto mais em mim, o peso das memórias que se transformam num nada, num buraco no prédio habitado que eu já fui.. Agora, é-me tão difícil lembrar o que quer que seja, mesmo que eu já não saiba se amor algum dia foi... Ao mesmo tempo lamento imenso. Parece que te faço mal de propósito neste processo inconsciente e incontrolado, como se fosse para te atingir, mesmo que eu já não saiba bem quem és. Desculpa, quem quer que sejas; estou tão mal e danificado, tão irreconhecível que não consigo sequer ter tempo para ser...

No meio de te ter perdido, perdi-me. E apercebi-me... Sim, agora vejo... afinal sempre era amor...


"Day floats by like water under my bridges... Day floats by..." Hird

Friday, December 02, 2005

Call me

"Love when it came, love how it shows me, you should know me when you tell me more than this... (Break Reform - When it came)" - Call me, i miss you...

Wednesday, November 30, 2005

Turned on

Well, are you?

Apetecia-me algo...

Hoje em dia a única coisa que parece saciar a minha fome de alma é o intelecto... Será por isso que sinto tanta fome, por tentar alimentar-me com algo que já não abunda em mim?

Friday, November 25, 2005

Encurralado


Ás vezes também me sinto assim...

Longe...

cada vez que choro as lágrimas demoram mais a chegar ao chão. vivo os dias mais rápido, sem tempo para nada. sinto que no meio de isso vou esquecendo quem sou, como eu era antes quando talvez fosse feliz. e mesmo assim, a morte demora mais. demora a chegar, obriga-me a viver lenta e penosamente todos os instantes. quanto mais demorará a chegar? a verdade? doem-me os olhos de não conseguir ver, de certo também há-de doer não poder sentir quem sou, não saber se sei amar, corresponder... e só agora, só agora chegaste ao chão... tanto que deu para pensar...

Calor

Sinto-te... a minha cabeça não consegue, não dá mesmo... só penso em ti... Tu. Tu. Tu... e volto a pensar em ti, no quanto te quero, sempre aqui, sempre comigo, ou não, mas minha, eu teu, nós nossos... (gargalhada)... E, cá estás de novo, voltas-me a açambarcar o pensamento. Tudo em mim brilha quando tu passas, como se de um quarto escuro eu me tratasse quando estou só. E depois, depois vens tu e aí, tudo brilha... És aquela luz que passa pelas frinchas da persiana e vai iluminando isto e aquilo em mim... Mas e o que acontece quando a luz passa? O quarto volta a estar escuro. Não, não quero!!! Volta! Grito-te, volta, tenho medo do escuro... tenho medo... Como poderei viver assim, sem ti, como?? Eu já não sei ser assim, sem ti... Porque me deixas aqui a chorar?? Como o consegues fazer, tão fácil te é continuar? Eu continuo aqui não é? Eu sofro com a passagem do tempo, à espera que voltes, que ilumines tudo à tua passagem. Tu mudas e eu fico mudado. Sempre será assim? Voltas... E contigo volta o calor... É tão bom, vibro, sabes, aquele vibrar que me arrepia dos pés à cabeça, santo deus, altera tudo à sua passagem... Assim és tu em mim. Ah! como é bom...

(listening order - Shiro Sagisu - Going home --> Shiro Sagisu - Burden of the Past --> Shiro Sagisu - Going home)

Medo

... de onde vem este barulho??? Que arrepio.... Onde? Lateja-me a cabeça... O que foi isto??!! Quem está aí??! O que está aí?! Meu deus, só de pensar... não vejo nada... o barulho parou, mas fica esta sensação... algué... algo me está a observar.. Não posso entrar em pânico, não posso, é pior para mim.. Este... frio dentro de mim, e fora também, congela-me o sangue, não consigo pensar, tenho que sair daqui... tenho....

Saturday, October 22, 2005

E assim fiquei, eclipsado, mal te vi...