Monday, May 07, 2012
Dois mil passos de cavalo...
Saturday, March 10, 2012
Let's get...
A vida tem destas coisas, ora boas, ora menos boas. Digamos que, de uma forma muito simplista, as menos boas são inesperadas e, talvez por isso, uma valente treta. As boas, tanto poderão ser inesperadas, o que lhe dá aquele toque único, ou esperadas. Aguardadas. Ansiadas.
E de ânsias se vivem algumas vidas e se enchem alguns peitos.
Neste momento, tudo o que existe está a ser completamente abafado por algo que chegou do exterior. Mas que vem de dentro. Uma sensação boa e gostosa, que se alonga no acorde e se prolonga no olhar. E é tão bom abrir os olhos e ver que tudo isso nos invadiu e está lá fora à nossa espera. À espera de mim, mudado e desperto para as novas cores e sabores. Venha de lá esse calor, venham de lá esses cheiros diferentes.
Que de mares e marés também se enche o coração de muita gente.
Tuesday, February 14, 2012
Insurmountable destiny
Monday, February 13, 2012
waking life...
Monday, January 30, 2012
Um qualquer sentido de espírito...
Sabes... descobri agora que a idade de uma pessoa é, no fundo, a idade daquilo que os seus olhos viram... De todas as dores que sentiu, de todo o Sol que passou por entre as suas pestanas... quente, decapante...
Sabes... descobri agora que perdi. E que, por mais que eu tenha visto tanta coisa, nunca mais irei conseguir ver tudo. Porque há tanto que ( já ) não percebi, que não mais o resto irei conseguir perceber.
Mas sabes que mais Avô? Afinal de contas, tinhas razão. Porque o ver não é ter. Não é reter. Não é entender. O ver é, mais que tudo, sem olhos, ser. Sem olhos, poder. E com os olhos, merecer.
Sabes que mais? Eu fui tudo isso. E morrerei, a sê-lo.
Um Verão diferente...
Dor de cabeça, imagens de Verão, aromas e música...
O corpo treme num delírio febril, jogado ao ardor de um frio nórdico que a mente projecta e o cérebro sente na pele... como sua... Sei ter feito parte de tudo isto... Só não sei quando...
Monday, January 09, 2012
Thursday, January 05, 2012
Tom(ê)to, tom(á)to....
Monday, October 24, 2011
Got viTIMEne C?
Devíamos começar a congelar o tempo, como fazem nos supermercados hoje em dia...
Monday, September 19, 2011
O dia em que o padeiro fechou.
Um cheiro a lembrança ainda paira no ar cá fora. Mas nada mais lembra a pão lá dentro. Aquela magia que alimenta, aqueles sabores que salvam almas perdidas em náufrago. Aquelas memórias de um ouro macio a derreter lentamente, como um fim de dia sobre uma estrada paciente....
Tudo isto desaparece lentamente. Pedaço a pedaço. Mas sem aquela insubstituível névoa que emerge a ferver quando abria a minha alma a um acto social tão sagrado e familiar, como o que tantas vezes me fez acordar a hora inumanas, a seguir em directas só com objectivo, a partilhar ideias, emoções, segredos...
"Terá acontecido algo?" Sem resposta, tento mais uma vez. Numa teimosia saudável, tão humana, tão minha. Sem sucesso. De relance, tento enganar a sombra com um soslaio mais rápido que a velocidade da cusquice, mas nada, novamente.
A manhã perde a alegria com esta constatação. O pequeno-almoço perde dimensão. O dia perde luz. Bom, não é que perca a luminosidade, como parece acontecer em certas cidades onde as paredes absorvem a luz e transformam-na em sombra. Não. É mais como se a própria luz perdesse a sua alegria, as suas cores. A sua dimensão, torna-se mais "achatada". Mas sem se perder de si própria. Só de mim. Um pouquinho. Só...
O regresso, agora menos marcado por aquela ânsia tão deliciosa e matinal, faz-se sem sobressaltos. Um pouco mais contemplativo. Não sei bem explicar porquê. "Faz-se", por assim dizer.
E, num momento indistinto, tudo parece ter mudado no mundo. E o mundo parece ter decidido mudar sem nós.
Foi assim que me senti, nesse dia.
No dia em que o padeiro fechou.
Friday, September 16, 2011
Estrada de fogo
O gotejar do meu suor acorda-me. Desperta-me deste marasmo delicioso, onde tantas vezes me deixo ir. A descer uma estrada de fogo. Onde sinto o seu suave toque metálico que queima e faz parte de mim.
Sexopolis
É uma estrada. Uma estrada com um rumor que emerge. Um rumor que é dourado, vermelho, que é sangue. E que faz lembrar... http://youtu.be/rg3IY2A_f70 O Outono chegou.
Tuesday, September 06, 2011
Prenuncio de chuva...
Hoje em dia, parece que as pessoas são estranhas. Parece que há um país imenso que se cruza em todas as estradas, a qualquer hora do dia, em que o meu lugar de sempre me parece agora tão estranho. Talvez nunca antes tenha olhado para os outros ao meu lado com olhos de ver. Talvez o dia de hoje, sem luz intensa, sem delírios visuais, me tenha deixado ver. Talvez a hora fosse outra, não sei...
Mas quando sem esperar, dei por mim a olhar, vi que as coisas já não eram assim. Eu já não sou o mesmo. O meu país continua cada vez mais cinzento. Os carros mudaram. As memórias vão-se esvanecendo. E o que vejo já não é real. Ou a realidade já não é o que eu quero ver...
Friday, July 29, 2011
O jardim e o gelado.
Thursday, July 28, 2011
Cores primárias
O meu país está molhado. Lágrimas ou lá que é. Ou algo mais. De suor é que não. Só lágrimas. Ou então, um suor muito triste. Não, deverão ser lágrimas concerteza. Concerteza que serão!
Serão? Lágrimas, isto é? O que é uma lágrima? A lágrima só o é quando sai do olho? Até lá, já o será? E depois, o que é?
O meu país está diferente. Cheio de gente. Sei lá porque. Muita gente. Fazem barulho. E criam entulho. Daquele, do intelectual. "Coisa e tal". Disso não sei muito, porque não tenho. Sou muito, muito banal.
O meus país está almariado. Pobre coitado. Deve ser do cinto, que aperta até ao osso. Arre cão, que não te dou! Já tiveste muito que comer. Põe-te a andar, senão vais ver!
O meu país cá continua. E eu na roda dentada, à bulha. Sempre a encher. Sempre a complicar. Quem disse que a Rainha ia nua?
O meu país já não "s'alavanta". Mas pra quê? É prá Santa? É que os da casa não fazem milagres, mas que lá os há e muitos há, os alarves.
O meu país já não encanta. E porque é que não há nada que eu consiga querer fazer para colorir isso?
Mas ao menos, o meu país assim já não ilude. E eu já não sonho. Viajo.
No limiar do tempo. No limiar da lembrança.
Tantas vezes preferi desaparecer no meio da noite, como se fosse comprar um maço de cigarros repentino. Como se isso me permitisse nunca mais lá voltar, aquele sufoco que de mim em mim se parecia tornar...
Tantas vezes a neblina das insólitas madrugadas de lá foi minha cúmplice. Tantas vezes me devotei a horas imensas a “imensificar a infinitesimez" desse sentimento, que eu queria que deixasse de existir...
Apenas fugir. Para desaparecer. Sem deixar rasto. Qualquer amostra de rasto emocional, que fosse possível seguir... Tentando sempre não magoar ninguém, fazendo a coisa da forma mais indolor e anestesiada possível. Se é que isso existe.
Agora que penso nisso, talvez tentasse sempre evitar magoar-me apenas a mim, e a mim só.
Só eu. Sim, eu sei...
Agora que (não) penso nisso, fico mesmo com a sensação que tantas vezes me senti egoisticamente ultrapassado nessas memórias (de outros) por outros.
Ultra. Passado. Conotação 1. Passado. Conotação 2. E agora que pensei mesmo nisto, o passado deve ficar no passado. E deve mesmo ser ultrapassado. Porque caso contrário não faz bem e, acto contínuo, faz mal. E tudo o que faz mal deve ser evitado. Não?!
Bem, no meu caso deveria ser "ficar resolvido". Curado.
Dizem que o tempo cura tudo. Mas eu temei em continuar a agarrar com todas as minhas forças o volante desse lento carro que também ele teimava em continuar tresloucado nessa tortuosa vida ladeada de curvas e contra-esperanças, minada de lombas e memórias de violenta brandura, constantemente ultrapassado por aqui e por acolá, por aquela e outra memória também...
Mesmo tratando-se só de memórias, mesmo eu não passando só de uma memória em lá, mesmo sendo tudo aquilo que eu sempre quis, tudo aquilo porque eu sempre me esforcei, porque me custou tanto ao sentir que era substituído por outras memórias, estradas mais recentes, afinal de contas, o natural curso das coisas? Porque abalou tanto a minha estabilidade, a confiança na minha condução das minhas atitudes e actos, sentir que não fui capaz de lá me manter, mesmo que fisicamente houvesse feito tudo o que podia para fugir, ao que se tornara real, para esse plano metafísico? Porque me parecem as minhas próprias emoções tão contraditórias, em si?
Porque terei ficado tão perturbado com a substituição desse meu cantinho em lá por essa actualização do mapa sensorial onde se gravam as emoções e os sentimentos?
E pergunto isto, especialmente porque as memórias são tão indeléveis quanto a capacidade que temos de nos agarrar a elas. Força essa que esmorece com o tempo e com a chegada de outras tantas memórias, mais fortes e cativantes... E porque mais cedo ou mais tarde, algo muda. E algo se perde. Para sempre... Qual rascunho mal desenhado e apagado, deixando apenas uma marca de algo. Indefinido. Perdido por ali. Mas nunca lá...
Afinal de contas, agora que já não me lembro de como se pensa nisso, de que nos serve sofrer agarrados a algo, que até já nos esquecemos o que era? Se o que eventualmente se conserva é a memória muscular, essa elegante maneira que o corpo tem de deixar bem marcada a forma de fazer algo, porque continuamos, então, em piloto automático? Apenas porque o nosso corpo nos guia cegamente por entre acto mecânicos para conseguir ter algo feito, sem sentirmos bem o porque, apenas porque sentimos inconscientemente que tem que ser assim...
Porque é que aqui não conduzo eu, porque me leva agora o meu corpo, num caminho sem volante, nem retrovisor? Sem lombas, nem questões? E de que me serve tudo isso, e de me serviu tanto daquilo, se de uma forma ou de outra, todos caminhamos para Alzheimer? De que nos serve viver?
Talvez viver seja também em si uma memória muscular... e talvez o façamos porque é algo que o nosso corpo se recorda de como fazer, exemplar num rigor ímpar na lembrança, qual máquina programada do início ao fim da eternidade - e de volta ao início -, mesmo quando a mente já não se lembra do motivo porque o faz...
wake up..... wake up..... wwwAKE UP!!
Gripes e constipações
O chá de limão com mel que eu faço sabe a água com algo dentro. E não cura.
O chá de limão com mel que eu faço não ajuda. Porque o amor com que tu o costumavas adoçar já eu não tenho de sobra para usar...
Thursday, July 21, 2011
Deseperately grabbing shimmering strings of light... (keyboard dispair arc)
E eu sou aquele alguem que sofre por nao ter maos suficientes para te poder agarrar a ti, reter-te no meu egoismo, na minha ganancia desmedida, com dedos de despedida.
Porque eu sou aquele alguem que so tem maos para o adeus e que sofre como um deus que a nenhum ceu deu vida...
Tuesday, July 19, 2011
Knock, knock...
So this isn't probably what you would call a last coke in the desert... But, nevertheless, it's a pretty reasonable approach. An in regard to that, concerning me, since it is I who is approaching you in such manner, some people say that i'm intelligent. Some people say that i'm smart. Some people might even say that i'm smart and intelligent. And some people just think i'm plain ol'dumb.
I don't tend to think of myself as special. But i do feel i have something special inside of me. Something that makes me differ from my sibling in kind. Something that burns from within some place i don't know where. Some flame that bursts a gut when i feel strengthless. Some will that arises from an unwilling pain. Some good hunt in a gameless meadow.
"But what makes you different? What is it exactly?!" I don't know. Maybe feeling that i don't know what fuels me, yet knowing that i'm fueled by some love outside this physical space i inhabite... Maybe i'm just your typical junky beat fanatic... Music. I can hear it. Can you hear it? That makes me different. Can you see these colors? Can you taste them in your fingertips? I do. Like cotton-candy. Like a child's memory. Like whem i'm happy.
Who's there?
It's me...
Monday, July 18, 2011
Uma vez disseste-me... (keyboard dispair arc...)
Hoje em dia, ja sozinho, dou por mim a olhar para o mundo a procura de algo... Num desespero silencioso, as ruas aparecem-me vazias. Aos meus olhos. Parece que agora, dou por mim a procurar por algo e a nao ver nada. Sem do nem piedade, nessas mesmas ruas, nas ruas para onde "olho", nao vejo sombras, nao vejo cores, nao vejo nada. O vento nao se faz sentir e os meus olhos perdem-se em redor de mim mesmo, num continuo rodopio... Numa especie de torpor doentio, causado por um sol quente e focado em mim... Os meus olhos perdem-se. E fazem-me perder. A espera... Talvez de...
Talvez de apanhar a essencia espiritual que me habituaste a ver... de captar qualquer indicio da tua passagem por ali...
Mas ja nao te encontro. Ali ja nao te encontro. Ja nao andas por ca. Ja nao te vejo dessa forma. Aqui. Ali. Alem. Acola.
Nao te vejo neste mundo que acabou por se tornar meu. Com este Sol que ja nao e amarelo, com esta luz que me e estranha. E, no entanto, ja tao familiar. Sabes como eu sou com a luz, com a luminosidade... Lembras-te bem como era esquisito com as variacoes cromaticas dos ceus que partilhamos. Lembras-te, certo? (estas ai?)
Mas neste mundo tu nao existes mais, e eu agora existo. Vejo-me so. Estou so. E as ruas de outrora ja so existem na minha mente. Tal como tu. E eu, talvez. Vagueiam na minha mente vozes de um dia que ja foi e nao voltara a ser mais outra vez. Ecos de um passado que relembro agora, em olhos presentes num mundo sem o conseguir ver.
Tudo mudou. Mas eu feito miudo mimado continuo a nao ouvir os teus conselhos. So que agora, para ver se te consigo voltar a ver. A mim. Talvez de devesse ter dado ouvidos ao que uma vez me disseste.
Monday, July 04, 2011
9 ºC à minha saída
E penso no quanto lá queria estar agora, nesse sítio que nunca conheci...
E sinto o que sempre sinto, quando penso em como é possível eu amar alguém que não conheço...
I smell you, i smell you not
São os teus cheiros que me alentam o espírito, combustível que gasto inconscientemente entre viagens mil de nenhures para lado algum... Quero esquecer a crise e poder continuar a viver, por entre esquinas e vielas, sonhos e lapelas, comidas e aromas mais, quero mais, quero ser, quero ter, dá-me a mim, só a mim, por favor... Que os outros não cheiram, não têm narizes bons. Mas eu sim, eu tenho. Porque não o uso para cheirar. Para isso, uso os olhos da alma. E eles vêem-te a esvair. Não te esvaias cheiro meu. Que em mim existes e eu te permitirei continuar a encantar. Mesmo que só em mim existas, em mim serás eterno nas memórias que não esqueci.
http://youtu.be/vNiD93BLCPc
You want the truth?
Ou será que advém do simples facto de, por vezes, sentirmos que não somos capazes de lidar com a verdade? Que, entendo bem, pode estar incluído na própria etimologia da palavra medo, parecendo por isso um pleonasmo; mas que é, muitas das vezes, a razão pela qual o sentimos: por não querermos sequer invadir aquele espaço desconfortável que se instalou em nós, no meio da nossa sala de estar espiritual sem sequer pedir licença, alienígena que melhor me conheces que eu mesmo, e que te alimentas de mim até ao tutano da minha alma sangrada pelos nossos encontros passados.... (http://youtu.be/yVLh0EMx3aA) Por sabermos que a realidade é um bocado de pão seco difícil de engolir. E por sabermos que não há líquido que facilite.... que ajude a digerir...
"You want the truth? You can't handle the truth..."
Thursday, June 30, 2011
Fé
E eu pergunto-me se não será esta a altura certa para agir e fazer algo ... A concretizar algo. De valor. Para ficar.
Talvez só precise de um pouco de ... Sim... Só preciso de um pouco de....
Wednesday, May 04, 2011
Por vezes...
Monday, May 02, 2011
Tuesday, August 31, 2010
Monday, July 26, 2010
Thursday, March 18, 2010
E num piscar de olhos...
Queria que fosses aquela pessoa, naquele momento, naquele restaurante e, sim, até com aquela companhia, mas não eras tu. Por mais que eu sonhasse encontrar-te, descobrir-te de novo, voltar a sentir o teu perfume (usarias perfume? mais parece uma memória inventada), repousar a minha vista cansada em ti... ver de novo o teu sorriso... mas não eras tu.
E no outro dia, chamei pelo teu nome, mas tu não me respondeste. E percebi que talvez tu não quisesses que fosse eu a pessoa que chamava pelo teu nome, que olhava com atenção para as tuas roupas tão típicas de ti, que fitava a tua companhia, que anseava o cheiro que só tu parecias ser capaz de transmitir... E talvez até fosses tu. Só não querias era que fosse eu.
Sunday, January 10, 2010
(Sem) Salvação
Posso salvar-te?
Só para que, assim, possas ser tu a salvar-me...
Por favor! Posso?! ...
Thursday, December 17, 2009
Thursday, October 15, 2009
entre a noite e o sono...
Não senti nada. Mas num instante, que desejei ser mágico, quis que, pelo menos, algo ou alguém na parede tenha sentido...
Sunday, May 31, 2009
Por favor
Não quero que este cheiro acabe. Não mais. Não quero que estas noites sejam só noites, ponteiros pontuais a sombrear minutos virtuais... Quero que sejam realidade, a minha realidade. Exijo isso de mim. Exijo isso para mim. Por favor. Não mais...
Leva-me e deixa-me ser quem estou destinado a ser. Deixa-me viver. De uma vez por todas. Por favor...
Wednesday, February 04, 2009
A cura
Queria dizer-te o quanto és enorme, numa imensidão tão própria que o próprio sonho não consegue imaginar… Tens a capacidade de me pôr aquele tremelicar na ponta do nariz… De me fazeres sentir a brisa do mar, o aroma da maresia a tocar-me na face… Consegues fazer-me chorar num riso e de me deixar a rir a chorar… Fazes o sentimento encher-me a alma, lavar-me num toque intenso de lágrimas mil que inundam todo o meu ser, de tão feliz que sou junto de ti…
Queria tanto conseguir dizer-te que és bela além do belo, através deste meu olhar que estava tão baço de não querer ver. E queria dizer-te que não sei que demónios tens dentro de ti e que me assusta não sentir existirem nenhuns… que isso me faz crer que não os queres sentir e que me assusta, porque estão lá… Mas confio em ti. Neste amor que sinto tocar-me fisicamente a pele. Mesmo quando não estás.
E, mesmo sabendo não ser humanamente possível por em palavras tudo isto (tanto disto) que também julgava não ser humanamente possível (comportável sequer) de sentir, vem... Vem até mim meu eterno-pedaço-em-falta-de-alma, que agora passaste a ser a alma que habita dentro de mim. Vem… E traz um demónio também…
Sorri amor. Eu estou a sorrir contigo *
Sunday, December 14, 2008
Pelo Natal, eu quero...
Monday, September 22, 2008
I miss the 50's...
On a sad, sad winterish night i miss the 50's... The warmth of that shimmering light, i never knew. The cold sight of a silence i could've never heard.... Warming a calm, deep place, that lies outside me. How can it be? Why to this time? Why me? Why all this ressonating inside? Let me be... Oh please, let me be... Wandering memories that crave into my chest, filling dark unfulfilled holes, eternal in me, haunting my every shiver, flooding hole my eyes. I cannot think of a better place to be than there, that time to live... long gone and only a wish to feel. Not know, only then, could i ever think of a happy place to be. Right now, not here. Only there, away from me.
All is brown, sepia to more correct you see? Brown as sugar, sweet as it can seem. Only a far-away wish, impossible to be. That time, long gone into the past... could you return? To me?
Tuesday, June 10, 2008
Monday, May 19, 2008
Feeling...
Monday, February 04, 2008
O vento do descontentamento
As ruas estão vazias. Totalmente desertas. Até o som as abandonou. Circulo lentamente, por cada uma delas, à procura, à procura de algo. Que não está lá. Só o vazio as percorre, incauto, sem se aperceber que também eu ando por ali. Parece que toda a gente correu exactamente para o sítio de onde eu fugi... Para lá, onde a minha imaginação receia desejar me levar. Para onde eu receio querer estar. Até o céu está demasiado longe, a sua humidade tocando-me ao de leve como que dizendo que também me deixa para trás. Como que me chicoteando com um remoque maldoso, um dizer distinto de abandono, de pena, de "pobre coitado"...
Tudo isso ainda me deixa mais alheio a tudo. O que não é, obviamente, o que abunda por aqui. Ou por ali, sei lá... Já não sei onde estou. Por onde ando? Onde vim parar? Que lugar é este que não me conheço aqui? Se ao menos pudesse estar lá fora ... Mas estou aqui. E foi aqui que vim parar.
Sunday, January 20, 2008
Almost half a year now...
If You Fall (Sky Broken)
text: Raoul F. Walton
If you fall down, please don´t cry
If you suffer, call my name
If you fall down, please don´t cry
If you suffer, call my name
If you fall down, please don´t cry
I will be thereI will catch you in my arms
I will take care
And if you suffer call my name
I´ll care for you
If you Fall down , please don´t cry...
Sunday, June 10, 2007
Tuesday, June 05, 2007
Eu e tu. Tu e eu. Toda a gente mente...
Saturday, April 21, 2007
Friday, April 20, 2007
Monday, April 16, 2007
Sunday, April 15, 2007
delicious jockey
O sample da memória da noite que partilhámos dá-me sangue, ar e vida.
Em ti quero remisturar o meu amor, cortar, scratchar e seguir numa cue infinita de partilha.
Minha mesa de mistura, meu ritmo perfeito, batida do meu coração, em ti reencontrei o gosto. Pela vida. Pelas coisas, grandes ou pequenas. Por tudo, que um dia até podia bem ter sido nada. Mas que hoje é o que é, e vale o que vale.
Por mim acima de tudo, um vinyl em busca de revival.
Arde na minha lembrança, banda sonora de toda uma vida. Em loop. E em loop, não me sais da cabeça...
mumbling whisper in your ear, so far, so dear...
Friday, April 13, 2007
Águas quentes...
Eu não sei que mais pensar, dizer... Para onde quer que olhe esteja eu cansado, com a vista pesada, seca, esteja eu carregado, cheio de vitalidade e energia, todos os lugares me parecem desconhecidos... É tão estranho. Tomei banho de água quente, aquela água que me faz sentir eu. Que me faz correr o sangue, invandindo todos os locais ermos do meu corpo que geralmente estão adormecidos neste cansaço trôpego.... gosto de sentir a água quente a correr-me pela pele, num abraço infernal. E no meio de tudo isto, procurei-te. Mas não te encontrei... Até onde a cortina me permitia ver, não te encontrei...
Acabei de tomar banho, limpei, saindo pé ante pé, sequei-me; e caminhei para a porta. Quando a atingi, fiquei abismado. Tudo estava transfigurado... As cores eram irreais, pareciam saidas de um qualquer videoclip dos anos 70! Eu não mais reconhecia o meu quarto sequer! Mas então, nesse preciso momento, sorri.... E fi-lo porque me apercebi.
Porque me apercebi que não te encontro quando estou em contacto comigo mesmo, naqueles meus momentos mais meus, íntimos e pessoais, sabes? Não te encontro porque tu és-me! Enquanto estava na banheira eu não te encontrei porque não estás fora de mim! Os braços que enlaçavam o meu peito eram meus, sim. Mas o abraço, o abraço quem o davas eras tu! E quando sai para o meu quarto, aí sim, vi que te encontro... Em tudo o que me rodeia, e que parece diferente, novo e irreal. Porque é com os teus olhos que agora vejo o meu mundo. Porque é contigo que vivo dentro de mim diariamente, num grito eterno e mudo de felicidade incontida neste corpo que já não é meu.... Porque é contigo que agora me sinto... eu.
fim
Wednesday, April 11, 2007
Coisas das nuvens...
Nuvens e sol. Tudo faz parte... tudo é presente no mundo. No nosso também.
Tuesday, April 10, 2007
Bits and bytes
Sou o teu 0. E tu és o meu I.
Choro de alma
Sunday, November 05, 2006
Outros se's
Thursday, November 02, 2006
Rain in the dark
Tuesday, September 12, 2006
Porque o disseste...
Thursday, September 07, 2006
Recuerdos... me acuerdo de ti
Wednesday, August 02, 2006
Diário de um dia....
Li, conversei, assinei, dialoguei um pouco mais, reflecti, conjurei, uma série de coisas. Mas todas elas sem grandes sobressaltos. O estômago, esse, ainda me deu alguns daqueles nervos clássicos. Mas mesmo ainda os sentindo agora, estou descontraído - há que acreditar que vou ser capaz de me elevar à altura dos eventos. E se não fôr, logo se vê... de certo, serei capaz de arranjar uma solução então (gargalhada). E assim será mais umas semanitas. E outros problemas virão. E o estômago não pára. Mas a vida também não. E amanhã, bem... amanhã é outro dia!
Saturday, July 15, 2006
hide...
thisressonateswith everyinfinitefiberinme... makesme shiver inaway icannotcompare...tellme,its your turn,howdoesitmakeYOUfeel?
Thursday, July 13, 2006
Thursday, July 06, 2006
conceptualiza
e agora que ja conseguiste imaginar o que te pedi, diz-me só uma coisinha: conseguirás algum dia deixar de só imaginar?
...
Tuesday, July 04, 2006
Túneis de metro
Olho para o relógio. Chego à estação antes do tempo, ainda está tudo muito parado . Chego cedo demais, uma vez mais. Uma vez mais. Como sempre. Tudo por aqui está e é escuro. As paredes parecem caiadas de um negro intemporal, dá a sensação de que aqui esteve desde sempre, talvez até antes de tudo isto aqui existir. Olho em redor e nada me parece conhecido. No entanto, é como se sentisse que algo me é estranhamente familiar, um sentimento gutural e pulsante. Este pensamento não pára de acostar à minha cabeça... Vem e vai, como uma onda. Várias ondas. Um mar inteiro...
dedico-to a ti, zophia
Monday, July 03, 2006
Saturday, April 29, 2006
Friday, April 28, 2006
Wednesday, April 26, 2006
Train ride...
Tuesday, April 18, 2006
Sunday, April 16, 2006
Do fim do dia ao início da noite...
Porque me fascina tanto o período que vai do fim do dia ao início da noite? Será que é porque tudo me aparece despido? Nú e crú? Verdadeiro, sem ilusões provenientes de calores excessivos; apenas aquela cor com que as coisas nascem e morrem? Será que é pela ausência de uma luz em si, substituída por uma espécie luz neutra? ... Será que é porque tudo me parece meio igual, sem grandes distinções? As montanhas parecem recortes de negro no horizonte, as pessoas vultos indistintos... Será por isso que me seduz tanto, por me poder dar a hipótese de descansar a vista, de ver as coisas como são e não como as anseio ver? É fantástico, nesta altura quando a luz passa a ser diferente aos meus olhos começo a viajar, é mágico os lugares na minha memória onde consigo ir parar... quando começa a faltar aquela luz quente, amarela, que lentamente dá lugar à luz que os olhos interiores vêem, azulada na base, branca na emoção, começo a relembrar todos os lugares quentes da minha existência feliz, todos aqueles recantos esquecidos com o tempo que só o fim do tempo me poderia relembrar... e sinto-me pleno, viajando por esses frágeis pedaços de existência que compõem o puzzle do meu ser. Com essa luz vem o desejo de me fundir, com tudo o que existe à minha volta; de transpor tudo o que o meu ser físico me impõe diariamente; ser mais... além de hoje... eterno... pleno...
Mas não menos me seduz o breu que se abate no infinito com o passar do tempo; a luz azulada dá lugar à noite com luz, aquela fracção temporal em que os olhos ainda conseguem fingir ver além do que se lhes apresenta imediatamente... E não menos me assusta a escuridão. Antes da sua chegada sinto-me feliz, com ela posso sentir-me à vontade – como se a escuridão entrasse dentro de mim e o meu interior extravasasse livre, e descomprometido, para fora a escuridão que existe dentro de cada um de nós existe, escuridão para escuridão.. essa hipótese de personificação de um algo interior num imenso exterior... E nada assustado percorro esse caminho insólito de frio e estalidos crepitantes, sem qualquer receio, completamente em paz... E no meio da minha viagem dei comigo a entrar na noite, céu escuro que queimava nuvens de um vermelho-rosa cor de fogo, o ar sabia-me a lágrimas quando em lágrimas se transformava ao chegar a minha face... e a noite chorava de um cinza lavado, que em nada feria o verde dos prados que sem luzes ofuscantes me serviam um manjar visual que me faz delirar – a eterna atracção pelo cinzento escuro de um céu de personalidade forte com a eterna presença da esperança a seus pés, e a ladear-me... E no meio disso, lembrei-me do medo que me invadiu mais cedo. E embrenhado neste quando de cores contraditórias e algo confusas, senti o calor de uma vontade optimista de arranjar remendos para todos os buracos, que continuamente foram marcando a minha existência, nas memórias latentes do meu alegre ser que outrora fora feliz... Tudo isto por me teres mostrado que consigo ser eu se, e apenas se, acreditar em mim. E que só assim poderei sonhar estar contigo.
Wednesday, April 05, 2006
Sunday, March 05, 2006
That who holds the frame for my lost heart..
Thursday, February 23, 2006
Butterflies in the night....
Sunday, January 22, 2006
That night, our night...
Looking back, to me, to you, at us, lost for the tomorrow... But tonight... take me, i'm yours, my heart's not mine anymore...
Take back the regrets, the ifs, i'm bound to hope, once more....
But tonight... happiness blinds me again, with a smile by its side.... because you're by my side... and made my world move, once more...
Sunday, January 08, 2006
Friday, January 06, 2006
Gossip folks - a tribute
Tuesday, December 20, 2005
31 de Outubro 1982
Tuesday, December 13, 2005
Monday, December 12, 2005
2 horas
Sunday, December 11, 2005
Memórias em apartamentos...
Olho para o horizonte e vejo as minhas memórias a arder. Vejo-as como buracos em prédios abandonados, daqueles que costumávamos ver, lembras-te? Buracos que iriam ser apartamentos, estruturas iguais à vista, as mesmas formas, o mesmo desenho, umas empilhadas em cima de outras num arranjo quase frio e matemático. Mas no fundo no fundo são todos diferentes, em cada um reside um calor diferente, uma série de vivências distintas e de identidades próprias... Brilhos e cores que se tornaram em escuridão, nos tais buracos de que falava, daqueles que viamos... Mas também estas são memórias que desaparecem lentamente, para no fim só restarem as cinzas de um outrora que julguei, julgávamos feliz... dias em que o fim era angustiante só porque nunca mais acabava para poder dar lugar a um novo início, que novamente findaria e voltaria a começar...É esse peso que já não sinto mais em mim, o peso das memórias que se transformam num nada, num buraco no prédio habitado que eu já fui.. Agora, é-me tão difícil lembrar o que quer que seja, mesmo que eu já não saiba se amor algum dia foi... Ao mesmo tempo lamento imenso. Parece que te faço mal de propósito neste processo inconsciente e incontrolado, como se fosse para te atingir, mesmo que eu já não saiba bem quem és. Desculpa, quem quer que sejas; estou tão mal e danificado, tão irreconhecível que não consigo sequer ter tempo para ser...
No meio de te ter perdido, perdi-me. E apercebi-me... Sim, agora vejo... afinal sempre era amor...
Friday, December 02, 2005
Wednesday, November 30, 2005
Apetecia-me algo...
Friday, November 25, 2005
Longe...
Calor
(listening order - Shiro Sagisu - Going home --> Shiro Sagisu - Burden of the Past --> Shiro Sagisu - Going home)










