Tuesday, November 03, 2026

Noites (que continuam) em branco

Desta vez, ao som de Jose Gonzalez, Killing for love (Beatfanatic remix)... As noites continuam em branco... Curioso dizer isto... No meio do escuro dos pensamentos, que me assolam, ando perdido sem noção do que me vai na alma...

Cada vez mais, sinto-me a ser arrastado de volta para o passado... Para uma altura em que, embora não gostando, sentia que sabia quem eu era. Uma altura em que havia esperança... Uma altura em que sentia que iria alcançar o meu objetivo - por mais que, hoje, veja perfeitamente tudo o que fiz mal (e de mal, também).

As músicas que fazem sentido estão lá... As "minhas" músicas, que me "são" e de quem eu "sou"... Mas lá estão também memórias... Memórias de tempos que não consigo recordar; mas que sei que existiram - resquícios audíveis de uma história que nunca fez sentido. Será que existiram mesmo? E será que eu estive mesmo lá? Parte integrante de tudo o que parece ter acontecido?

Também nessa altura, como agora, me senti perdido no meio dos meus pensamentos. Só que a música, agora, é outra. E as noites já não são passadas a dormir...

Tuesday, June 04, 2024

Noites em branco

 3. 4. 5. 6.

As horas que vejo.

Números, tenho muitos mais para a coleção...

A cabeça pesa por entre mil e uma angústias. Do escuro do quarto surge a ansiedade, visitante das piores horas. 

Rebolo na cama à procura de.conforto. Conforto esse que, sei, teimará em chegar. Memórias de outras vidas ecoam, sonoras, por entre as paredes deste quarto, que eu só queria em silêncio.

O calor retira-me ar fresco para respirar. Sinto-me angustiado, preciso de sair daqui. Mas a cama prende-me. A noite prende-me. O "devia estar a dormir" prende-me. E, não sei, se não será essa prisão que me impede de dormir. Essa ou outra...

Thursday, August 13, 2020

Noir

No meio de nada, começa algo. Os olhos, sinto-os cansados. Mas a mente teima em não desacelerar... Surgem-me lembranças, flashes de outros tempos. Fragmentos que parecem ser da imaginação de outra pessoa. Tão distante deste eu atual. 
Releio-me nas estrelas sonoras que habitam neste meu espaço escuro, hoje só meu; e apercebo-me do impacto que, todos estes anos, tiveram em mim. No meu método, na minha escrita, na minha capacidade de sonhar / ingenuidade...

Não mais tenho o peso de mil expectativas em cima de mim. Os olhares de meio mundo (supostamente) virados na minha direção. Estou velho. Cansado. Derrotado. Não mais quero sequer ser a atenção de ninguém. Esse eu já não existe. Jupiter e Saturno são, agora, os meus companheiros. Muita coisa mudou. 

Mas não é por isso que deixo de continuar à procurar de algo. De alguém, para ser mais verdadeiro. Sei é que, desta vez, a procura é só de mim. Eu. 

Por isso, onde quer que estejas, volta - estás perdoado. Até já...